domingo, 18 de janeiro de 2009

Fronteira

Hopper



Abro a janela, e por ela entra a manhã, o ar leve e o canto do melro que habita os canaviais.
Do mar sobe uma bruma suave que fica a pairar.
Atravesso a fronteira entre o sono e o sonho e desenho-te a meu lado.
Nada há mais triste que a tua ausência.


.

10 comentários:

Duarte disse...

Noto as tuas palavras embebidas num alo nostálgico, de saudade, entre brumas, ar fresco, cantos celestiais e desejos.

SAUDADE: ao estar longe da terra e meditar sobre esta palavra e o seu significado, já que nunca vi uma definição, criei a minha: a presença da ausência.

Beijos

Adriana disse...

Onde mora a saudade?

bjs

douglas D. disse...

a ausência
que de tão só
não nos abandona...

poetaeusou . . . disse...

*
janela,
do abrigado cais,
da . . . espera,
,
conchinhas,
,
*

Mariz disse...

Salvé Andorinha
Grata pela visita...se não fizermos nada....a Pax não acontece nos corações e deles o mundo também.

Quanto ao poema de melancolia expressa, bem pior é, a ausência de NÓS...o Vazio de nada sentir...
quando a alma se apaga por se perder e não se fazer cumprir.

Abraço meu
Mariz

~pi disse...

talvez a memória inexis

tida...?




beijO





~

DE-PROPOSITO disse...

Nada há mais triste que a tua ausência.
-----------
Só com a ausência, pode haver a doçura do reencontro.
Fica bem.
E a felicidade por aí.
Manuel

Baby disse...

Palavras perfeitas, que falam dum sentimento que todos nós experimentamos, uma vez por outra.

Um beijo amigo.

Vieira Calado disse...

Bonito.

Bem escrito e bem enquadrado pela gravura.

Cumprimentos meus.

Paulo - Intemporal disse...

Na ausência tua a ausência de mim em crescente de laranja ociosa.

Na saudade que acresce ao sentido de espera.

Na inércia dos dias que ficam por contar.

Um beijo ENORME