segunda-feira, 10 de março de 2008

Poema triste


De súbito, apagaram-se as estrelas,
uma nuvem escondeu a lua
e caiu a escuridão.
O mar tornou-se cinzento,
nem barcos nem velas...
Caíram flores pelo chão,
calaram-se os violinos,
esfumaram-se os sonhos,
perdeu-se mais uma ilusão.
Não há presente, nem futuro.
Terminou este Verão.
Quero abrir os olhos, não consigo.
Quero falar, não tenho voz.
Estendo os braços, é em vão.
À minha volta não há ninguém.
Não te encontro, não te vejo.
Não ouço a nossa canção.


*Julho2003

11 comentários:

Maria disse...

Eu sei que este poema (de que gostei muito) foi escrito há bastante tempo, mas deixo-te um abraço apertado..... na mesma....

~pi disse...

há mar,,, tanto...

Odilon disse...

Que beleza! A perfeita tradução do abandono.

Otávio disse...

Realmente muito triste. Para compensar, muito bonito também. Parabéns!

Um abraço.

poetaeusou . . . disse...

*
amor de verão,
fogo-fátuo,
vai e vem,
sem . . . condição,
,
conchinhas
,
*

un dress disse...

ausências

ciclos de fogo e

nada

águas que se quebram

e, porém,

hão-de

voltar





beijO

Divinius disse...

Gostei de ler muito bonto.
E gosto muito do teu "nome" Andorinha...
:)

Adriana disse...

Me fez chorar!A grade obra do autor passar a emoção mesmo distante.Beijos!!

Otávio disse...

Eu de novo. Só para te cumprimentar pelo dia da poesia, aqui no Brasil hoje é dia da poesia. Parabéns!

Abraços.

O Profeta disse...

Poema triste mas...lindo, como...tu...


Doce beijo

Vieira Calado disse...

Estamos a chegar ao equinócio da Primavera. O Verão não tarda aí.
Vai ver que escreve outro lindo poema.
Beijinhos