terça-feira, 21 de outubro de 2008

O nosso tempo


O relógio, que me deste no dia do nosso primeiro beijo, parou.
Quando mo puzeste no pulso, olhei-te e disse... " Todo o meu tempo será teu".
O relógio passou a bater ao ritmo do meu coração. Acelerado quando voava ao teu encontro, sereno quando, abraçados, víamos o pôr-do-sol, lento e triste quando nos afastávamos um do outro.
Marcou todos os nossos momentos de felicidade e até as ausências em que estavas sempre presente.
Há dias, quando te disse sentir a falta do teu carinho e recebi em troca um longo silêncio culpado, algo se partiu dentro de mim e o meu coração parou. Nesse dia o relógio parou tambem.

Dizem que as pilhas se gastaram. Não acredito. Receio que tenha sido o nosso tempo que terminou.



.

8 comentários:

Maria disse...

E não podemos pedir ao relógio que páre o tempo, em vez de deixar que o tempo nosso termine?
Excelentes as tuas palavras, Andorinha.

Boa semana para ti

tulipa disse...

Olá Amiga

Que bela poesia.
Só é pena o tempo ter parado...

Falo de cinema, desta vez cinema francês, andei uns tempos arredada das salas de cinema, mas espero voltar às minhas sessões semanais.

Fui ao «Porto» de visita e fiz dois posts sobre a viagem, num deles mostro imagens do Outono no Porto.
Quer vir espreitar?

Beijinhos.
Boa semana.

Só Eu disse...

Poema muito bonito.
Gostei muito
Beijinhos

em azul disse...

Fecha-se um ciclo, abre-se outro.
Beijo
em azul

~pi disse...

parte relógios, tenho uma dessas máquinas...:)





beijo





~

Duarte disse...

A energia que despedes é imensa...!
Esta narrativa, em primeira pessoa, bem podia ser real. Uma historia bonita com muito amor, não correspondido. Isto ao fim é o elemento principal da nossa canção por excelência, o Fado. Sem uma boa letra não temos um bom Fado, ainda que a voz e a música ajudem.
Dito, estamos ante um tema que pode dar passo a tal fim se o convertes em verso.
A paixão com que o escreves arrepia. Gostei

Um grande abraço

poetaeusou . . . disse...

*
há relógios
que gastam as horas, amigo,
mas . . .
o tempo tem sempre um tempo,
para tudo recomeçar . . .
,
brisas de esperança, te deixo,
,
*

irneh disse...

Olá

Lindo o teu texto! Quantas e quantas vezes o nosso tempo termina sem que possamos fazer alguma coisa.

Beijos